sexta-feira, 10 de outubro de 2008

“De que adianta ser honesto, se tanta gente rouba...?”

Você talvez já tenha ouvido pessoas dizerem: “De que adianta ser honesto, se tanta gente rouba...?

Como seres vivos evoluídos moralmente, nossa conduta deve ser pautada na consciência social do que é certo e errado e não na comparação com os atos ilícitos dos corruptos e desonestos.

A ética tem que estar presente em todos os atos de nosso cotidiano. Não podemos justificar “pequenos” deslizes anti-éticos”, comparando-os com os graves casos de corrupção que envolvem apropriação criminosa de recursos públicos. Não é possível ser meio-ético. Isso vale para todas as pessoas, mas o servidor público, principalmente, tem responsabilidade especial no zelo pelo comportamento ético, pois, por ser representante do Estado, é visto como exemplo pela comunidade.

Exceto os casos de doenças psicológicas graves, todos temos consciência do que podemos ou não fazer, e do que devemos ou não fazer. A prática de um ato anti-ético em qualquer domínio da vida é inadmissível. Essas atividades condenáveis devem ser combatidas e seus agentes punidos exemplarmente.

Em uma sociedade civilizada, espera-se que os seus componentes ajam com honestidade porque acreditam que fazer o certo é melhor para si e para todos e não pelo medo da punição. Temos que reconhecer, porém, que não atingimos ainda esse nível de desenvolvimento moral e ético. Portanto, são necessárias leis explícitas que disciplinem o comportamento das pessoas.

Se dividirmos o mundo em dois grupos, teremos fazendo parte do primeiro as pessoas que só agem honestamente pelo medo de serem sancionadas. Do segundo grupo, fazem parte as pessoas que agem honestamente porque acreditam que assim fazendo teremos um mundo melhor.


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